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:: Falta de sangue preocupa hospitais

Os estoques nos bancos de sangues estão abaixo da demanda dos hospitais de Maringá e região. Esta situação costuma ocorrer no final e começo do ano, período de férias, quando muitos doares de sangue viajam. Como agravante, os pontos de coletas acusam maior procura das bolsas de sangue pelos hospitais, devido ao aumento do número de acidentados e de cirurgias eletivas.

“Estamos quase sem nada”, disse a supervisora do Banco de Sangue Dom Bosco, Marisa Dodorico. Ela citou como exemplo o sangue tipo “O” positivo, que tem apenas 12 bolsas de 400 mililitros cada, quando seriam necessárias 100 bolsas.

Marisa informou que necessita mensalmente de 1,2 mil doadores para atender 10 unidades hospitalares de Maringá e região. “Este ano está sendo bem anormal, estamos tendo mais pessoas acidentadas e, além disso, mais transfusões devido a cirurgias”, disse. No banco de sangue do Hospital do Câncer os estoques estão 50% abaixo do normal. A enfermeira responsável pela triagem clínica dos doadores do Hospital do Câncer, Márcia Buzzo, informou que apenas 20 doadores em média estão comparecendo diariamente, quando seria necessária uma média acima de 30.

Márcia disse que a unidade de coleta de sangue em que trabalha necessita que 1,2 mil doadores compareçam mensalmente para atender a clientela do próprio hospital, do Hospital de Maringá e do Hospital de Metropolitano em Sarandi, além de hospitais de pequenas cidades da região.

“Precisamos urgente de sangue “O” negativo”, convocou. Ela recomendou que os doadores compareçam durante a semana, e não apenas aos sábados, já que do sangue são retiradas as plaquetas, células que servem para conter hemorragias de pessoas acidentadas. “A plaqueta dura só cinco dias”, disse, ao explicar que a doação durante a semana permite a otimização de seu uso em pacientes.

“Não estamos numa situação crítica porque realizamos campanhas”, ponderou Tereza Maria Pauliqui, assistente social do Hemocentro Regional de Maringá. “Mas é necessário que as doações continuem”, ressalvou. Segundo ela, a viagem de doadores nas férias é muito comum. “É necessário que doadores passem em algum banco de sangue antes de sair de férias”. Ela informou que o Hemocentro atende 33 hospitais da 15ª Regional de Saúde, que compreende 30 cidades da região.


Fonte: O Diário do Norte do Paraná


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